quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Em 18 de Novembro de 1985 nascia a série Calvin & Hobbes

No dia 18 de Novembro de 1985, passam hoje 30 anos, nascia a série Calvin & Hobbes (clicar para aceder ao site oficial), da autoria de Bill Watterson.

O nome dos inseparáveis rapaz e tigre, que só ganha vida longe dos adultos, inspirou-se no fundador do calvinismo e no filósofo Thomas Hobbes.

Inicialmente recusada, a série acabou por atingir um êxito enorme, sendo publicada em dezenas de países e centenas de jornais.

Em Portugal entrou pelas páginas do jornal Público, seguindo-se a edição em álbum de toda a série. Recentemente o diário Correio da Manhã retomou a reedição da série nas suas páginas.

O autor não nega as influências das séries Pogo de Walt Kelly, Krazy Cat, de George Herriman ou Peanuts de Charles Schultz.

No dia 31 de Dezembro de 1997 foi publicada a última tira de Calvin & Hobbes.

Há poucos anos Bill Watterson deu uma rara entrevista ao jornal Público, da qual resultou a reportagem que pode ser lida em baixo.

Foi a série Calvin & Hobbes que me "agarrou" ao jornal Público e que me reconciliou com o mundo da Banda Desenhada.

Associo esta série a outras duas, os Peanuts e a Mafalda.

As três séries são bem o retrato de três épocas da segunda metade do século XX,que correspondem também à evolução da minha vida.

Os Peanuts retratam o optimismo ingénuo do pós guerra; a Mafalda a contestação e o espírito revolucionário das décadas de 60 e 70; o Calvin & Hobbes o cinismo desesperançado do pós-modernismo neoliberal das duas últimas décadas do século XX.


Charlie Hebdo ergue uma taça de champanhe contra o terrorismo

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

o AMADORABD de 2105 acabou, viva o AMADORABD de 2016!


Encerrou ontem mais uma edição do AmadoraBD, este ano dedicado aos mundo infantil na BD, a propósito do centenário da série Quim e Manecas  de Stuart de Carvalhais.

Aqui divulgamos uma reportagem fotográfica da visita que efectuámos no passsado Sábado à exposição principal desse evento.

Começando pelo piso 0 do Fórum Luís de Camões:


Aqui encontrámos uma retrospectiva sobre a criança na BD, onde não faltaram originais de Yellow Kid (de 1896), Hergé ou Litle Nemo in Slunberland (1905), entre outros:






Mas neste piso e exposição principal foi aquele dedicado a três séries  das séries mais icónicas onde a criança é o principal herói: os Peanuts, a Mafalda e Calvin & Hobbes, também com a exposição de tiras originais:













 Seguindo-se alguns dos exemplos actuais onde a infância tem papel central.

Ainda neste piso, a exposição dedicada a Pedro Massano e à sua obra premiada no ano passado "A Batalha, 14 de Agosto de 1385":




Encerrando este piso com a  exposição sobre papel da Fundação Casa Grande, um inovador projecto educativo do Brasil, onde a BD tem um papel relevante.
 No centro o lugar da feira do livro e dos autógrafos.

Aí encontrámos a dupla Louro (em baixo) e Simões, que nos autografou o exemplar do álbum de Jim del Monaco, "O Cemitério do Elefantes", que marca o regresso da série:



Também lá estava João Amaral . Infelizmente não trazia comigo a sua obra, que já li, e á qual me referi AQUI, "A Viagemdo Elefante", baseada na obra de Saramago.

Aproveitámos ainda para pedir um autógrafo a Miguel Montenegro, autor dos "Psicopatos".


Descemos depois ao piso -1, com exposições dedicadas a "O Pugilista" de Reinard Kleist, ao vencedor do melhor album do ano passado "Zona de Desconforto", aos trabalhos dos vários concursos organizados pelo AmadoraBD, onde se mostra que a Banda Desenhada Portuguesa tem futuro entre muitos jovens e prometedores autores, o espaço dedicado aos 30 anos da "Tertúlia da BD", a Vera Tavares e à série "Láa Perddida no paraíso", ao regressado Jim del Mónaco, a Tony Sandoval, ao "Presépio" de Álvaro, a Hawk de André Oliveira e ao ano editorial:















Agora que terminou a edição de 2015...ficamos com "saudades" da edição de 2016..