quarta-feira, 8 de junho de 2016

Muhammad Ali herói de Banda Desenhada

Uma das facetas menos conhecida de Muhammad Ali,(ou Cassius Clay) foi  a utilização da sua como personagem de  Bandas Desenhadas (ver AQUI).
 
Uma das suas incursões no mundo da BD aconteceu em 1978 quando, por ocasião do 40º aniversário da criação da série Super-Homem, Dennis O'Neil (argumentista) e Neal Adams (argumentista e desenhador) imaginaram uma situação original, o combate entre o boxista e o super-herói, numa aventura de 78 páginas e intitulada "Superman Vs Muhammad Ali".
 
São alguns excertos desse álbum mítico que revelamos em baixo, bem como alguma sequelas humorísticas desse improvável encontro:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Está a decorrer a 12ª edição do Festival Internacional de BD de Beja



Abriu na passada 6ª feira a 12ª edição do Festival Internacional de Beja, iniciativa que se vai prolongar até 12 de Junho.
 
O seu novo formato tem com característica o facto de abraçar em exclusivo o Centro Histórico daquela cidade, em particular o Largo do Museu Regional.
 
São 22 as exposições patentes ao público  (A Casa / Álvaro Santos / Avenida Marginal / Desenhos ao Final da Tarde / Diogo Carvalho / Edmond Baudoin / Eduardo Risso / Estrompa / Filipe Melo & Juan Cavia / Geral & Derradé / Henrique Magalhães / João Charrua (Origami) / Lucio Oliveira / Marcelo D’Salete / Novidades de Angola / Nuno Saraiva – Tudo Isto É Fado! / Paco Roca / Quarto de Jade / Sónia Oliveira / Tiago Baptista / Truscinski).
 
Em paralelo decorrem apresentações de projectos, sessões de autógrafos, cinema, concertos desenhados, conversas à volta da BD, lançamento de livros, workshops e muitas outras iniciativas.
 
Decorre ainda um "Mercado do Livro" (a maior livraria do país durante este período) e uma zona comercial com várias tendas instaladas (venda de action figures, arte original, jogos, posters, prints, etc.).
 
Quem quiser sabre mais sobre o festival pode consultar o site oficial do evento AQUI.
 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Recordar Siné (1928-2016)

Foi o mensário Siné Mensuel a anunciar a morte, ontem às 8 da manhã do seu fundador, o cartoonista Siné, incluindo a última mensagem do cartoonista para os seus admiradores :

"Ce jeudi 5 mai, à 8 heures, le dessinateur Siné est décédé à l’hôpital Bichat des suites d’une opération. Avant-hier, il écrivait sa dernière zone, publiée hier sur le site de Siné Mensuel, son journal :

Ça m’énerve grave.

Depuis quelque temps, vous avez dû remarquer que je ne nageais pas dans une joie de vivre dionysiaque ni dans un optimisme à tous crins, ce qui est pourtant mon penchant habituel. Je ne pense, depuis quelque temps, qu’à ma disparition prochaine, sinon imminente, et sens la mort qui rôde et fouine sans arrêt autour de moi comme un cochon truffier. Mon moral, d’habitude d’acier, ressemble le plus souvent maintenant à du mou de veau ! C’est horriblement chiant de ne penser obsessionnellement qu’à sa mort qui approche, à ses futures obsèques et au chagrin de ses proches ! Je pense aussi à tous les enculés qui vont se frotter les mains et ça m’énerve grave de crever avant eux ! Heureusement que vous êtes là, admirateurs inconditionnels, adulateurs forcenés… vous ne pouvez pas savoir comme vos messages me font du bien, un vrai baume miraculeux ! Et banzaï malgré tout !
Il aurait ajouté : Continuez le combat !
Et le combat continuera en effet, dans Siné Mensuel, selon son souhait".

Siné tinha 87 anos, tendo nascido em 28 de Dezembro de 1928 perto de Paris com o nome Maurice Sinet.
O seu primeiro cartoon foi publicado no jornal "France-Dimanche" em 1952, colaborando posteriormente em jornais como "L'Express", "Le Monde", "Libération", e "L'Umanité".
Mas foi enquanto cartoonista fundador do Charlie Hebdo em 1974 que se tornou conhecido.
Nesse mesmo ano esteve em Portugal, sendo o autor de alguns dos mais famosos cartoons sobre a revolução de Abril.



Em 2008 foi afastado do Charlie Hebdo, num dos processos mais negros daquele semanário, sendo alvo de censura, lançando depois o seu próprios jornal, o "Siné Hebdo", de curta duração, e, posteriormente, em 2011, o "Siné Mensuel", o seu último legado . 


AQUI lhe dedicamos alguns posts.
Destacamos também a notícia que sobre ele publicou AQUI o Libération.















segunda-feira, 2 de maio de 2016

Google presta homenagem ao cartoonista indiano Mário Miranda


Se fosse vivo, Mário Miranda fazia hoje 90 anos.

Mário Miranda é um conhecido cartoonista do Estado de Goa, nascido em Damão, na então Índia Portuguesa, em 2 de Maios de 1926, tendo falecido em 11 de Dezembro de 2011.

Colaborou em vários jornais indianos, como  The Times of Índia ou The Economic Times e ilustrou vários livros, mas foi na revista The Illustrated Weecly of Índia que publicou a maior parte dos seus trabalhos e se tornou .

Viveu em Portugal um ano e em Inglaterra, tenso colaborado também em várias revistas de cartoon e Banda Desenhada, como a Mad norte-americana ou a britênica Punch, regressando depois à Índia, vivendo em Loutolim, no Estado da Índia.

A sua página pessoal pode ser consultada AQUI.






terça-feira, 26 de abril de 2016

"Chernobyl - A zona" de Natacha Bustos e Francisco Sánchez

3o anos depois dos trágicos acontecimento de Chernobyl, é lançada em Portugal uma Banda Desenhada que ficciona a história de uma família atingida pelo desastre atómico que, ainda hoje, continua a matar silenciosamente.

Os autores, Natacha Bustos e Francisco Sánchez, fizeram uma investigação cuidada sobre o tema e visitaram o lugar.

A sua história resume, em personagens ficcionadas, aquela que foi a tragédia de milhares de familias.

A edição portuguesa é da Levoir e foi lançada pelo jornal Público.





quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Banda Desenhada e o 25 de Abril


Sem pretender ser exaustivo, e sem outra pretensão que não seja recordar a data e a sua relação com a BD, deixo em baixo algumas raras imagens que recordam a relação entre o 25 de Abril e 9ª arte.

Uma interessante reflexão sobre o tema pode ser lida no texto "A BD e o 25 de Abril - um outro olhar" de João Paulo Paiva Boléo (clicando sobre o título).




segunda-feira, 18 de abril de 2016

José Garcês, setenta anos dedicados à BD e com inéditos por editar (Fonte: Agência Lusa)


A poucos meses de completar 70 anos de carreira, o autor de banda desenhada José Garcês diz ter prestado "um serviço público ao país", mas, aos 87 anos, não quer parar de trabalhar e tem inéditos à espera de publicação.

“A 12 de outubro de 1946, a revista de BD O Mosquito publicou a história "Inferno verde", que assinalava a estreia de José Garcês, um jovem lisboeta, então com 18 anos, saído da escola António Arroio, que tinha jeito para o desenho e queria muito fazer histórias em quadradinhos.

“Setenta anos depois, em entrevista à agência Lusa, no atelier onde ainda trabalha, na Amadora, José Garcês reconhece uma ou outra falha de memória - "já foi há tanto tempo, isto tudo no século passado", exclamou -, mas, no essencial, recordou um percurso que atravessou o século XX e o coloca hoje entre os últimos de uma geração na banda desenhada portuguesa.

“O nome de José Garcês está associado sobretudo à criação de BD com figuras e acontecimentos da História de Portugal, com um traço realista e detalhado, feito integralmente à mão, com tinta-da-china e aguarela, a revelar afinidades com a obra do norte-americano Harold Foster (autor de "O príncipe Valente").

“A lista de revistas de BD com as quais colaborou é bastante extensa. Com editoras, entre as quais a ASA, com a qual trabalhou cerca de duas décadas, fez manuais escolares, ficção e percorreu o país em visitas a escolas e a partilhar esse entusiasmo pela banda desenhada e pela História.

“Entre os livros publicados estão, por exemplo, "A História de Portugal em BD", "Bartolomeu Dias", "Cristóvão Colombo", "D. João V", "História do Porto" e "História do Jardim Zoológico".

"Tenho algumas coisas de ficção, mas eu entendi que a minha carreira devia ser dirigida mais ao ensino. Acho que a banda desenhada foi uma boa opção para ensinar, porque tinha imagens", afirmou.

“Depois de O Mosquito, para o qual fez quatro histórias, desenhou, entre outros, para a Cavaleiro Andante, Modas e Bordados, Mundo de Aventuras e também para as revistas Camarada e Fagulha, estas da Mocidade Portuguesa, organizações juvenis do regime de Salazar.

“José Garcês disse que apresentou sempre as histórias que queria e que nunca teve censura. Tirando uma excepção. Na revista Fagulha, publicada a partir de 1958, José Garcês criou a personagem feminina Fathma, mas a diretora recusou-se a publicar um desenho em que a mulher aparecia de bruços.

"Dizia que não era conveniente, não era bonito e eu tive de alterar o desenho, porque nessa altura era uma coisa terrível!", disse. Apesar do episódio, a colaboração durou até aos anos 1970.

“Naquele tempo em que a BD era lida sobretudo em revista, além de José Garcês trabalhavam, por exemplo, José Ruy, que tem hoje 86 anos, Fernando Bento, Eduardo Teixeira Coelho, Jayme Cortez e Vítor Péon, estes já desaparecidos. "Não havia rivalidade, éramos todos amigos", diz Garcês.

“Quem quiser ler algumas destas histórias mais antigas não as encontra nas livrarias, porque não estão reunidas em álbum. José Garcês encolhe os ombros e prefere pensar em tudo o que ainda quer fazer, mesmo à beira dos 88 anos. "Passo os dias a tentar fazer mais coisas!".

“No pequeno atelier, dominado por um estirador, com canetas de aparo, lápis, pastas com desenhos, livros de História, paredes forradas com memórias - há um certificado da escola Voz do Operário, de 1940, para o menino "José Garcez" -, o autor tem guardadas pelo menos três histórias inéditas.

“Uma é sobre a História de Silves, outra sobre a vida de Santo António e outra ainda, de finais dos anos 1990, sobre a chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500, inspirada nos relatos de Pero Vaz de Caminha.

“José Garcês diz que 70 anos é uma carreira muito longa. Nela coube ainda um interesse profundo por desenho de temas militares, a criação de construções de montar em papel, do mosteiro da Batalha a uma série inédita sobre castelos portugueses.

“E nestas sete décadas, a banda desenhada não foi uma ocupação a tempo inteiro. Durante quarenta anos, José Garcês trabalhou no antigo Serviço Nacional de Meteorologia, onde desenhou as cartas de previsão meteorológica e chefiou o departamento de desenho.

"Eu tenho consciência que fiz muita coisa, que prestei um serviço público ao país", disse.
Fonte : agência Lusa (site Notícia ao Minuto),   9 de Abril de 2016