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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Lucky Luke faz hoje 70 anos


O nascimento de Lucky Luke não é consensual. Ao que parece terá surgido pela primeira vez na edição de 10 de Outubro de 1946 na edição francesa da revista Spirou, mas a maior parte das informações indicam que  foi nas páginas de “L’Almanach Spirou 1947”, colocado à venda em 14 de Novembro de 1946, que surgiu pela primeira vez o célebre cowboy, numa curta aventura. É no ano seguinte que se inicia a publicação, na revista Spirou, da primeira aventura longa de Lucky Luke, “A Mina de ouro de Dick Digger”.
(a primeira versão de Lucky Luke)

O seu criador foi Morris pseudónimo de Maurice De Bevere, nascido no dia 1 de Dezembro de 1923 na pequena localidade belga de Courtrai . Ele queria ser advogado, mas em 1944 apaixonou-se pelo desenho humorístico e abandonou os estudos de direito para tirar um curso de desenho de animação por correspondência. Iniciou-se profissionalmente no cinema de animação aos 20 anos, na Compagnie Belge d’Actualités e conheceu posteriormente Franquin, Paape e Peyo. Como o cinema de animação lhe rendia pouco, aceitou começar a colaborar na revista Spirou , onde criou o célebre cowboy Lucky Luke em 1946.
 
A sua paixão pelo Oeste americano levou-o ao México e aos Estado Unidos em 1949, na companhia de Franquin e Jijé. Ficou pelos Estado Unidos por seis anos para estudar desenho, aproveitando para recolher uma vasta documentação sobre o velho oeste. Foi nesse pais que conheceu Goscinny, o célebre argumentista de Astérix e que, a partir de 1955, se torna o argumentista de Lucky Luke até 1977, ano do falecimento de Goscinny.
(Goscinny e Morris)

Em 1968, juntamente com Goscinny, Morris muda-se para revista Pilote, onde continua a publicar a série Lucky Luke.

Morris faleceu em 16 de Julho de 2001, saindo poucos meses depois, a título póstumo, o 71º álbum da série, “A Lenda do Oeste”.
 
Ao contrário de outros heróis, que “morreram” com o autor, Lucky Luke continua as suas aventuras.
Entre o real e o imaginário, a série imortalizou diversas personagens, quase tão famosas como o herói principal, tais como os célebres irmãos Dalton, Jesse James, Billy the Kid, baseados em figuras reais do velho oeste, ou o célebre cavalo Jolly Jumper, companheiro inseparável do herói, ou o cão Rantanplan, que apareceu pela primeira vez em 1960 e ao qual Morris deu série própria a partir de 1987.
 

O 70º aniversário da série tem sido palco de várias iniciativas este ano, nomeadamente uma grande exposição retrospectiva em Angoulême, inaugurada em Janeiro e que encerrou no passado 2 de Outubro e a edição, em Dezembro último, do livro L’Art de Morris.
 
Ao longo do ano quase todas as grandes manifestações e festivais de Banda Desenhada consagraram uma parte importante da sua programação à evocação da data, o mesmo se anunciando para a próxima edição do AmadoraBD que terá início no final deste mês.
A série tem sido alvo de várias reedições, alguma incluindo inéditos, e o “Le Journal de Spirou” vai editar um número especial no final do ano dedicado a Lucky Luke.
 
Já este ano foi publicado “L’Homme qui tua Lucky Luke”, uma homenagem da autoria de Mathieu Bonhomme. Também em Janeiro de 2017 sairá outro álbum de homenagem, que explora o universo do conhecido cowboy, “Jolly Jumper ne répond plus”, de Guillaume Bouzard.
Entretanto, da série oficial, anuncia-se a publicação de uma nova aventura de Lucky Luke, com edição prevista para 4 de Novembro, intitulada “La Terre promise”, com desenhos de Achdé, o herdeiro da série, e argumento de Jul. A aventura gira à volta de uma travessia de Lucky Luke pelo Oeste americano na companhia de uma família judia.

 
Têm sido também muitas as edições especiais dedicadas ao aniversário por parte de várias revistas, como revelamos em baixo.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

LUCKY LUKE "MORRE" AOS 70 ANOS...mas ressuscita lá mais para o final do ano...


Acaba de sair em França o albúm "L'Homme qui tua Lucky Luke", da autoria de Matthieu Bonhomme.

Não é mais uma aventura do célebre cowboy, no ano do seu 70º aniversário, mas um album de homenagem ao personagem criado por Morris e que conheceu a sua glória no período que contou com a colaboração, no argumento, de Goscinny, o conhecido co-autor da série Astérix.

Mathieu Bonhomme quis homenagear o seu herói favorito, que o ensinou aprender a ler na infância, imaginando uma nova aventura de Lucky Luke, reinterpretado narrativa e gráficamente aquele personagem e o universo da série.

Neste album,  o tema principal roda à volta da hipotética morte de Lucky Luke.

Que se saiba , não está prevista uma edição em português deste album de homenagem, que não é mais uma aventura "oficial" do mítico cowboy.

O "verdadeiro" Lucky Luke, criado em 1946, vai conhecer uma nova aventura lá mais para o final do ano, com argumento de Jul e desenho de Achdé.

Por agora, fiquemo-nos pela reprodução  de algumas partes daquele album de homenagem, divulgadas pela editora Dargaud: